Cinema

Liga da Justiça – Crítica

Crítica sem spoilers.

Liga da Justiça: O filme de Uma Vida.

“Impulsionado pela restauração de sua fé na humanidade e inspirado pelo ato altruísta do Superman, Bruce Wayne convoca sua nova aliada Diana Prince para o combate contra um inimigo ainda maior, recém-despertado. Juntos, Batman e Mulher Maravilha buscam e recrutam com agilidade um time de meta-humanos, mas mesmo com a formação da liga de heróis sem precedentes, poderá ser tarde demais para salvar o planeta de um catastrófico ataque.”

Neste novo filme do Universo DC, temos o Batman montando um time de super heróis, pois uma nova ameaça está por vir, os “Parademônios” – que são criados a partir de qualquer tipo de ser, vivo ou até mesmo morto, com a sua lealdade ao líder de Apokolips, Darkseid. E aqui temos esses Parademônios liderados por Lobo da Estepe, onde eles buscam encontrar as 3 caixas maternas que estão no planeta Terra: Uma com as Amazonas, a outra com os Atlantis e uma com os humanos.

O filme que já foi um sonho de infância. O filme de uma vida. O filme que uma geração old school esperava ansiosamente, e também aqueles que em sua infância, assistiam a animação da Liga da Justiça no SBT. Finalmente, Liga da Justiça chegou aos cinemas, e podemos conferir: Aquaman, Batman, Ciborgue, Flash, Mulher Maravilha, e o retorno do maior super herói: Superman!

A trama vai se seguindo com as adições dos novos personagens, onde vimos um Aquaman não querendo participar de algo, não quer compromisso, um Barry Allen lutando para provar a inocência de seu pai, e um Victor Stone amargurado pelo seu recente acidente, se tornando metade máquina, metade homem e com isso, impedindo-o de ser aquele jogador de futebol americano de sucesso promissor.

Com uma trilha sonora ótima, e até nostálgica em certos pontos, Danny Elfman substituiu Junkie XL, e fez um grande trabalho, trazendo uma trilha sonora bastante impactante. E com a entrada de Joss Whedon nas refilmagens e pós produção, substituindo Zack Snyder por causa de uma infeliz perda familiar, ele pode dar uma mudança de tom, diálogos engraçados sem afetar o trabalho original, e isso acabou agregando positivamente para o filme.

O Cavaleiro das Trevas, Batman, está mais otimista neste filme. Ele tem como objetivo querer se redimir após a morte do Superman e juntar a Liga e busca esperança nessa nova iniciativa. E claro, Ben Affleck mostra porque ele é o melhor Batman e Bruce Wayne dos cinemas.

Mulher Maravilha protagonizada pela incrível Gal Gadot, está mais uma vez graciosa, com suas grandes cenas de ação que só ela é capaz de fazer. E mais uma vez, Gal mostrando que ela é a Mulher Maravilha definitiva, que encarnou na personagem, queimando a língua daqueles que duvidavam da atriz para ser a personagem.

Flash está muito bem, Ezra Miller consegue convencer como Velocista Escarlate, a forma como fizeram seus efeitos visuais da sua super velocidade, ficou registrado como algo único, diferente de como vemos demais personagens que possui o poder da velocidade. Ele é o alívio cômico do filme. Suas piadas e expressões faciais, todas elas são bem encaixadas, no seu ritmo, no tempo certo, sem parecer algo forçado e sem graça.

Barry Allen/Ezra Miller – Um dos destaques positivos do filme.

No caso do Ciborgue, o que a maioria temia, era o seu CGI. Mas no filme a dúvida é tirada a limpo, a forma como a tecnologia da caixa materna vai se desenvolvendo em seu corpo robótico é bem explorado e interessante. Ray Fisher consegue convencer, apesar de não ter tanto destaque no filme, eu estou curioso para vê-lo mais nas telonas.

Arthur Curry, o Aquaman. O menos social da equipe. Ele é outro personagem que eu quero ver mais nas telonas. Apesar de início não querer aceitar o convite de Bruce para se juntar a Liga, mas desenrolar da trama do filme, ele acaba mostrando porque é o rei dos oceanos, acabando de vez com as piadinhas e a fama de ser um personagem “inútil”. Seus movimentos embaixo d’água ficaram muito bons, a forma como o efeito visual tratou sua natação, os peixes abrindo caminho para ele passar, ficaram incríveis. Apesar de ser um efeito visual caro para o estúdio, ficaram excelentes. Ver o Aquaman, juntamente com a Mera apesar de seu pouco tempo de tela, foi uma das coisas mais legais de se ver, e espero ver a química entre esses dois personagens no filme do Aquaman.

E claro, e o nosso escoteiro azul, mais rápido que uma bala – o Superman? Sim, meus caros e minhas caras, em Liga da Justiça temos um Superman digno, daquele sempre vimos nas animações, que lemos nas histórias em quadrinhos, do Superman do Christopher Reeve, aquele Superman esperançoso, forte, o maior herói de todos os tempos que todos nós queremos que sempre fosse.

A Liga da Justiça unida!

Mas como nada neste mundo é perfeito, Liga da Justiça também não é. Cortes de cenas foram utilizadas por causa da ordem do CEO da Warner de querer que o filme tivesse a duração de 2 horas, fazendo com que o andamento do filme causasse um certo incômodo, mas não chega atrapalhar o filme como um todo. O vilão Lobo da Estepe, tem seu CGI fraco mal acabado, e não causa tanto impacto e nem medo na história.

Temos 2 cenas extras de tirar o fôlego. Quando o filme acabar, permaneça sentado pois as duas cenas que virão a seguir, irá te deixar bastante feliz.

Pode se dizer que Liga da Justiça é um filme divertido, emocionante, com a impressão de estar lendo uma história em quadrinhos, ou até mesmo um episódio de Liga da Justiça Sem Limites e com a vontade de querer assistir mais uma vez. Tenho certeza de que você irá gostar.

Liga da Justiça está em exibição nos cinemas.

Fundador e redator do Geek of Nerd. 25 anos. Técnico em informática. Leitor de quadrinhos, fã de cinema, séries e do Cavaleiro das Trevas.