Cinema

Bem adaptado, live-action “Pokémon: Detetive Pikachu” garante diversão

Existe alguém, nesse planeta, que não saiba o que é Pokémon? Se sua resposta foi “sim”, a partir de hoje isso será impossível.

Warner Bros Pictures/Foto: Divulgação

A marca “Pokémon” foi lançada com grande sucesso em 1996, mas a primeira vez que ouvi falar dos “monstrinhos” foi em 2010, quando mais de 700 crianças e jovens, no Japão, foram parar no hospital com convulsões e náuseas por conta de uma sequência de flashes coloridos em uma cena de cinco segundos da animação.

Proposital ou não, o fato é que o anime criou uma legião de fãs e faturou muito com produtos licenciados como cards, bonecos, álbuns de figurinhas e games (Pokémon Go, o mais recente, foi baixado mais de 850 milhões de vezes e ainda mobiliza fãs em todo o mundo).

Agora, com quase 19 anos e 22 animações para o cinema, a nova aposta é o primeiro live-action: “POKÉMON: Detetive Pikachu”.

O longa é bem adaptado e não cai na desgraça das péssimas adaptações de games para o cinema. Nas cópias originais, Ryan Reynolds (Deadpool) dá voz ao personagem-título, mas esqueça esse fato aqui no Brasil já que a Warner preferiu ignorar a geração que cresceu com o anime e optou por lançar a maioria das cópias em versão dublada (atingindo em cheio a criançada).

A história começa quando o detetive Harry Goodman desaparece misteriosamente, levando seu filho Tim, de 21 anos, a tentar descobrir o que aconteceu. Quem ajuda na investigação é o antigo parceiro Pokémon de Harry, o Detetive Pikachu. Após descobrirem que conseguem se comunicar um com o outro, a dupla se une em uma aventura para desvendar esse mistério.

Sim, “POKÉMON: Detetive Pikachu” tem uma história bobinha, é divertido, didático e levemente previsível, mas enche os olhos com os ótimos efeitos especiais – ponto positivo é para o time de computação gráfica que deu vida, realismo e fofura para as criaturas.

“Ah, então o filme é perfeito!”. Ele é, realmente, a versão mais bem-sucedida de uma das séries de games, mas não exageremos.

Para um “detetive”, a trama investigativa tem seus problemas e pode ser caracterizada como simples e superficial. Os protagonistas se perdem em pistas bobas e fica aquela sensação de que o primeiro filme é uma espécie de apresentação dos personagens para essa nova geração.

Confira o trailer oficial:


Jornalista, 38 anos, produtor de conteúdo digital e audiovisual. Ser humano viciado em séries, filmes, HQs e músicas. Devoto fervoroso de Batman!